Relator do Fundo Soberano já aceita modificar o projeto
Postado em 9 de Setembro de 2008
Por: Luciana Sergeiro
O relator do projeto que cria o Fundo Soberano, Pedro Eugênio, acenou positivamente para as mudanças que terão que ser feitas no projeto, trata-se de uma condição imposta pela oposição. São dois os aspectos que incomodam a oposição: o financiamento de empresas brasileiras com atuação no exterior, e os critérios para a formação do conselho deliberativo.
“O ministro Mantega argumenta que o FSB será um mecanismo com recursos vindos do Tesouro Nacional e da emissão de títulos da dívida pública, mas que poderá haver aportes de recursos para a exploração de petróleo na camada de pré-sal. Contudo, reconhece que será necessário definir o modelo de exploração que se trata de um fundo fiscal para permitir a aplicação de recursos públicos no Brasil e no exterior.”
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Publicado em: DCI
Por: Abnor Gondim
O relator do projeto que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB), deputado Pedro Eugênio (PT-PE), acenou ontem fazer mudanças no projeto do governo. Esta é uma condição imposta pela oposição, que só aceita debater e votar o projeto - matéria que passa a trancar a pauta da Câmara dos Deputados a partir do próximo dia 2 de setembro - se o relator modificar o texto da proposição. São dois os aspectos que incomodam a oposição: o financiamento de empresas brasileiras com atuação no exterior, com o dinheiro do fundo, e os critérios para a formação do conselho deliberativo, que terá a responsabilidade de gerir os valores.
A assessoria do DEM avaliou que o FSB é “fundo anão em um salto com vara”. Isso porque o Brasil não possui nenhuma riqueza fantástica não-renovável e não tem superávit extraordinário, como acontece com países que têm fundos semelhantes, como a Arábia Saudita, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, cujo fundo é de US$ 800 bilhões. O FSB começará com US$ 14 bilhões. “Não há como o Congresso aprovar uma coisa tão vaga. O que se deve buscar primeiro é uma forma de administração transparente e segura, para os recursos do País não serem desperdiçados”, critica o vice-líder do DEM José Carlos Aleluia (BA), logo após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, realizada na quarta-feira à noite.
O relator Pedro Eugênio (PT-PE) já recebeu da oposição 19 das 29 emendas apresentadas. O PSDB, por exemplo, apresentou duas que exigem que a administração do fundo seja definida em lei, cabendo ao Executivo apenas a aprovação do estatuto do fundo. “Vamos alterar alguns pontos. Mas tudo será feito de forma negociada com o Executivo”, declarou o relator. Se este passo não for dado, a oposição ameaça obstruir os trabalhos legislativos na Câmara, a partir de 2 de setembro.
No que se refere a aplicação de recursos no exterior, a oposição defende que o fundo fique restrito a aplicações financeiras, sem as funções de fomento. Pedro Eugênio, embora não tenha dito de modo objetivo como conciliará os interesses da oposição e do governo federal, disse acreditar que não será difícil chegar a um consenso, pois na visão do relator a oposição não ficou claramente contra a proposta do governo, tendo apenas questionado aspectos específicos do texto. “Os líderes levantaram questões para aperfeiçoar, e não no sentido de prejudicar”, disse. Leia o resto do artigo »
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